A Justiça de São Paulo nomeou perito para analisar o pedido de recuperação judicial da Casas Bahia (dívida de R$ 17,3 bilhões). O processo ainda não foi aceito formalmente. A companhia obteve algumas proteções provisórias (manutenção de entregas e contratos essenciais), mas foi obrigada a restabelecer vínculos de parte dos demitidos. O pedido de RJ, protocolado no domingo (16), segue em análise. Credores importantes, como Banco do Brasil (exposição estimada em cerca de R$ 2,9 bilhões) e Bradesco, acompanham de perto. A varejista busca reforço de caixa e negocia possíveis linhas de crédito emergencial, enquanto tenta reduzir custos com o fechamento de quase 300 lojas. O caso da Casas Bahia continua sendo o principal evento corporativo da semana e mostra a complexidade de uma recuperação judicial de grande porte no varejo. A nomeação do perito e as decisões parciais da Justiça aumentam a incerteza de curto prazo sobre o ritmo do processo. Para o mercado, o episódio reforça a atenção sobre a qualidade do crédito concedido a empresas de varejo alavancadas e sobre a capacidade de geração de caixa em um ambiente de juros ainda elevados. O desenrolar das próximas decisões judiciais e a eventual aprovação do plano de reestruturação serão os pontos a observar nos próximos dias. Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Avalie as informações e, se necessário, procure orientação profissional.Casas Bahia: Justiça nomeia perito e processo de RJ ainda não é aceito; bancos no radar
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