BCO BRASIL ON (BBAS3)

Ticker Tipo de Ação
BBAS3
Ordinária (ON)
Setor
Financeiro

INDICADORES FUNDAMENTALISTAS

Valor de Mercado
R$ 114,06 bilhões
PL 9,00
P/VP 0,61
Dividend Yield 4,5%
Retorno sobre Patrimônio 7,22%
LPA R$ 2,22
Margem Líquida 4,42%
Dívida Líquida R$ 793,70 bilhões
Volume Médio 23.208.816

BCO BRASIL ON (BBAS3)

O Banco do Brasil é o maior banco público do país e um dos maiores conglomerados financeiros da América Latina. Atua de forma ampla em crédito, varejo, agronegócio, cartões, seguros e mercado de capitais, com forte presença estatal (União controla cerca de 50% do capital).

Olhar para os números do BB hoje mostra uma ação negociada com desconto relevante em relação ao valor patrimonial (P/VP em torno de 0,60). O P/L próximo de 9x também não é elevado para um banco. No entanto, o ROE caiu para a casa dos 6% a 9%, bem abaixo dos níveis de dois anos atrás, e o Dividend Yield ficou mais modesto.

O banco continua gerando lucro e mantém capitalização confortável, mas enfrenta o desafio clássico das instituições financeiras públicas: pressão de provisionamento, sensibilidade à política de crédito e ao ciclo econômico, além da influência do acionista controlador.

Banco do Brasil (BBAS3): Desconto de Governança e Ciclo de Crédito

O principal atrativo da BBAS3 continua sendo o valuation baixo. Negociar abaixo do valor patrimonial em um banco com escala e penetração nacional é raro. Porém, o mercado cobra um desconto permanente por causa do controle estatal e da menor previsibilidade de resultados em relação aos bancos privados.

A qualidade da carteira de crédito e o nível de provisionamento são os pontos que o investidor precisa acompanhar de perto. Em períodos de juros altos e desaceleração da atividade, o custo de crédito sobe e pressiona a rentabilidade. O agronegócio, tradicionalmente um ponto forte do BB, também traz volatilidade.

OPINIÃO DO EDITOR

“O Banco do Brasil negocia barato (P/VP ~0,60 e P/L ~9x), o que atrai investidores de valor. Porém, o ROE mais baixo e o Dividend Yield moderado mostram que o banco está em um momento de rentabilidade comprimida. É uma ação para quem aceita o risco político/estatal e acredita em melhora do ciclo de crédito. Não é a melhor opção para quem busca crescimento ou dividendos elevados no curto prazo.”

Esta análise tem caráter informativo e não constitui recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos.

Ricardo Fonseca

Ricardo Fonseca é analista financeiro e fundador do Dados da Bolsa. Há mais de 10 anos estuda o mercado de ações brasileiro e se dedica a traduzir indicadores complexos em linguagem acessível para o investidor pessoa física.