O Ibovespa fechou esta terça-feira (6) em 205.805,60 pontos, queda de 0,53%, após o salto de 7,70% na sessão anterior. O movimento foi caracterizado como ajuste de posições depois da forte reprecificação provocada pelo resultado do primeiro turno. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro recebeu 47,03% dos votos válidos e Luiz Inácio Lula da Silva 45,16%, levando a disputa presidencial para o segundo turno. O mercado brasileiro passou a incorporar rapidamente uma nova percepção de risco político e fiscal. O dólar encerrou o dia abaixo de R$ 5, enquanto os juros futuros recuaram, mas a sessão mostrou que parte da alta anterior já passou por realização. No exterior, o ambiente permaneceu favorável às ações: o S&P 500 e o Nasdaq fecharam novamente em máximas históricas, apoiados por ações ligadas à inteligência artificial e pela redução dos rendimentos dos Treasuries. A sessão desta terça-feira é tecnicamente compatível com realização após uma alta excepcional, e não necessariamente com reversão da tendência observada na segunda-feira. A reprecificação inicial foi muito rápida: em apenas um pregão, o mercado incorporou uma redução relevante do prêmio de risco percebido nos ativos brasileiros. O próximo estágio tende a depender menos do resultado já conhecido do primeiro turno e mais da evolução das expectativas para política fiscal, composição política e trajetória dos juros. No exterior, a combinação de petróleo mais estável, Treasuries menos pressionados e máximas em Wall Street oferece um ambiente externo relativamente favorável, embora os juros longos americanos ainda permaneçam em níveis elevados. Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Avalie as informações e, se necessário, procure orientação profissional.Ibovespa ajusta após rali eleitoral, enquanto Wall Street renova máximas
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