SABESP (ON) (SBSP3)

Ticker Tipo de Ação
SBSP3
Ordinária (ON)
Setor
Água e Saneamento, Utilidade Pública

INDICADORES FUNDAMENTALISTAS

Valor de Mercado
R$ 106,50 bilhões
PL 9,8
P/VP 2,44
Dividend Yield 3,00%
Retorno sobre Patrimônio 21,23%
LPA R$ 2,54
Margem Líquida 22,03%
Dívida Líquida R$ 32,46 bilhões
Volume Médio 16.575.522

SABESP (ON) (SBSP3)

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) é a maior empresa de saneamento do Brasil e uma das maiores do mundo em número de clientes. Atua em abastecimento de água e esgotamento sanitário no Estado de São Paulo. Após o processo de desestatização, o Governo de São Paulo detém cerca de 18% do capital, a Equatorial cerca de 15%, e o free float é amplo. A ação também tem ADRs negociadas na NYSE.

Os números atuais mostram P/L na faixa de 10–12x e P/VP entre 1,9 e 2,4x. O ROE fica em torno de 19–21% e a margem líquida próxima de 22%. A dívida líquida está na casa dos R$ 32–34 bilhões (Dív. Líq./EBITDA em torno de 2,5–3,1x). O Dividend Yield trailing está mais modesto, na faixa de 2,5–3%.

A empresa está em fase de forte investimento para cumprir as metas de universalização do saneamento até 2029/2033, o que pressiona o caixa no curto prazo, mas sustenta a tese de crescimento de longo prazo.

Sabesp (SBSP3): Saneamento com Crescimento e Execução em Foco

O principal atrativo da SBSP3 é a escala, a base regulada e o potencial de crescimento com a universalização do saneamento. Após a desestatização, a governança e o alinhamento com o investidor privado melhoraram, o que é positivo.

O ponto de atenção é a execução do plano de investimentos e a pressão de alavancagem no curto/médio prazo. O resultado do 2º trimestre de 2026 (queda relevante no lucro por base de comparação e efeitos pontuais) gerou reação negativa no pregão, mostrando que o mercado está sensível a qualquer desvio de expectativa. O yield ainda não é o destaque da tese; o foco está mais no crescimento e na eficiência operacional.

OPINIÃO DO EDITOR

“A Sabesp é uma das melhores histórias de longo prazo no setor de utilidades. Escala enorme, base regulada e potencial de crescimento com a universalização. Depois da desestatização, o papel ficou mais ‘investível’. O problema no curto prazo é a execução e a alavancagem: o mercado cobrou caro no resultado do 2T. Não é ação de yield alto agora, mas de crescimento com qualidade. Prefiro comprar em correções do que perseguir a cotação após runs fortes.”

Ricardo Fonseca

Ricardo Fonseca é analista financeiro e fundador do Dados da Bolsa. Há mais de 10 anos estuda o mercado de ações brasileiro e se dedica a traduzir indicadores complexos em linguagem acessível para o investidor pessoa física.